terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

FALTA DE TEMPLO

Andava nua de si mesma
Sem a corriqueira visão lateral que lhe dificulta o passo.
Seu ritmo era pulmonar, a tempos desabilitara conexões cardíacas
Permitira-se a não consciência e ao fim de respostas improváveis
Ao descobrir o vazio, mudara o prisma de suas certezas.
Nele antevia a beleza e inúmeras possibilidades de movimento.
A ausência de limite do cosmos, provocava divertidas marés em seus pensamentos,
então balbuciava fascinada ,entreabrindo um discreto sorriso cheio de humos: “ Infinito! ... como é ousada essa máxima..”
Justamente dali, um alicerce otimista acalentava a falta de templo às suas múltiplas vaidades.
Diante dos olhos, vida e morte copulavam em uma frenética vontade.
De sua pele verte um dourado suspiro confeitado de delicadas intenções.
Em seus olhos gravitam brilhos alternados de luz , de sim.
Ativando pequenos impulsos, adornos por caricias, resistem a decadência iminente de um biologia conjugal.
Seus movimentos mentais, garimpavam um mundo de ideias alquímicas , instigantes e repelentes ao tédio ao fim.
Alba Regina Bonotto.
16/12/2014 as 16h:08 m

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