quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Primeira Vez hibrida

Parte 1
A Constatação
Ela não sabia como sair daquele casulo que sua personalidade criara
Sempre tão independente , sempre cultuando a razão.
Desprezava toda e qualquer emoção distônica,
Então aquele desejo que lhe caia em alguns instantes
parecia-lhe monstros das sombras do seu eu primitivo.
Assim empregava  o chicote e dizia para sua libido: Não! Não !Não!
Mas as palavras e as ideias já não surtiam efeito,
 nem se quer  um  argumentos fatalistas era o  suficiente para demover seus suspiros inesperados , tampouco adiantava recorrer ao etéreo  , divino ou profano.
A hora para que  encarasse sua sexualidade, chegara.
Não sabia ao certo pra que lado ir, se queria atritar-se em afetos com carnes masculinas ou femininas, tudo lhe parecia remédio diante da urgência irritante  que lhe surgia as vísceras.
Ainda era jovem demais para resolver  sozinha , não sabia como fazer.
As corridas matinais ajudavam e muito, mas a medida que ficava mais vigorosa mais a fome de vida  lhe escapava. Para cada medalha um orgasmo e um feito erótico sublimado.
Poderosa sem duvida, tinha posse de si mesma como poucos, quase uma anomalia para sua idade.
Mas a hora chegara.
Sua personalidade lhe impunha a escolha e ela impunha uma exclusão.
Será?


sábado, 11 de abril de 2015

Néctar

Seus olhos
Folhas dançantes
Espelhos úmidos
Boca inquieta
Corpo vigor
Pele néctar
Eu a abelha
 em você.

Alba Regina Bonotto

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

FALTA DE TEMPLO

Andava nua de si mesma
Sem a corriqueira visão lateral que lhe dificulta o passo.
Seu ritmo era pulmonar, a tempos desabilitara conexões cardíacas
Permitira-se a não consciência e ao fim de respostas improváveis
Ao descobrir o vazio, mudara o prisma de suas certezas.
Nele antevia a beleza e inúmeras possibilidades de movimento.
A ausência de limite do cosmos, provocava divertidas marés em seus pensamentos,
então balbuciava fascinada ,entreabrindo um discreto sorriso cheio de humos: “ Infinito! ... como é ousada essa máxima..”
Justamente dali, um alicerce otimista acalentava a falta de templo às suas múltiplas vaidades.
Diante dos olhos, vida e morte copulavam em uma frenética vontade.
De sua pele verte um dourado suspiro confeitado de delicadas intenções.
Em seus olhos gravitam brilhos alternados de luz , de sim.
Ativando pequenos impulsos, adornos por caricias, resistem a decadência iminente de um biologia conjugal.
Seus movimentos mentais, garimpavam um mundo de ideias alquímicas , instigantes e repelentes ao tédio ao fim.
Alba Regina Bonotto.
16/12/2014 as 16h:08 m